Advogado analisando documentos fiscais e gráficos sobre ICMS PIS Cofins em escritório moderno

Nos últimos anos, acompanhei de perto a crescente movimentação em torno do tema “exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins”. O debate mudou o cenário tributário brasileiro, trazendo alívio financeiro para muitas empresas, ao mesmo tempo em que exigiu atenção meticulosa quanto ao correto tratamento tributário. Para quem atua na defesa e consultoria fiscal, como no escritório Bata Shintate Pieroni Advogados (BSP), compreender os detalhes e as novidades sobre esse assunto tornou-se indispensável.

A decisão sobre o ICMS na base do PIS/Cofins mudou a rotina e o caixa das empresas.

Neste artigo, compartilho análises do cenário atual, as mudanças já estabelecidas e o que o futuro reserva com as perspectivas a partir de 2026. Vou trazer exemplos, explicar conceitos e dar recomendações para empresários, gestores e profissionais do setor fiscal se prepararem.

O que significou a exclusão do ICMS?

Durante muito tempo, o ICMS compôs a base de cálculo do PIS e da Cofins. Ou seja, o valor do ICMS destacado na nota fiscal era incluído para definir quanto as empresas teriam que pagar dessas contribuições federais.

Porém, em 2017, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o ICMS não integra o faturamento das empresas, pois não representa receita própria, mas recurso do Estado. O efeito? Recolhimentos de PIS/Cofins passaram a ser calculados apenas sobre o valor da venda, descontando o ICMS destacado.

Assim, a exclusão do ICMS da base do PIS/Cofins significa que as empresas passam a recolher menos tributos federais sobre suas operações.

É impossível negar o impacto dessa decisão. Muitos negócios receberam a oportunidade de reduzir a carga tributária no presente e recuperar valores pagos a mais no passado, mediante ações judiciais ou pedidos administrativos.

Quais foram as principais dúvidas após a decisão?

Na prática, o mercado passou a questionar pontos específicos:

  • Qual ICMS deve ser excluído? O destacado na nota fiscal ou o efetivamente recolhido?
  • A decisão vale para todos os contribuintes ou depende de ação individual?
  • Qual período de recuperação dos valores pagos a maior é permitido?
  • Como recalcular créditos de PIS/Cofins vinculados a operações de compra e venda?

Nosso time no BSP percebeu que comunicar corretamente essas respostas foi essencial para evitar autuações e riscos fiscais.

Novidades para 2026: o que esperar?

O cenário tributário brasileiro nunca fica estático. Nos bastidores, representantes do Governo e do Congresso articulam mudanças profundas na estrutura dos tributos sobre o consumo. Para 2026, projeta-se que o início da transição para o novo sistema, especialmente com a criação da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), vai alterar novamente a dinâmica do PIS/Cofins, trazendo efeitos diretos sobre a discussão do ICMS na base dessas contribuições.

Supremo Tribunal Federal em sessão, painel eletrônico em destaque mostrando números de processos

Entre as mudanças previstas e já amplamente debatidas nas comissões de reforma tributária, estão:

  • A extinção do PIS e da Cofins, com a criação da CBS
  • Nova definição de base de cálculo, provavelmente sem o ICMS
  • Simplificação no modelo de apuração e crédito
  • Possibilidade de alíquotas diferenciadas e regimes específicos para alguns setores
Com essas mudanças, as discussões sobre a inclusão ou exclusão do ICMS perdem força, pois o próprio conceito de base de cálculo se transforma.

Em minhas conversas com empresários e contadores, noto uma ansiedade legítima: “Vale a pena ajuizar ações agora ou esperar o novo sistema?” Minha visão é que cada caso pede análise individual, considerando não só a vantagem financeira, mas o tempo hábil para ressarcir créditos antes que as regras mudem.

Como se preparar para 2026?

Não sou daqueles que esperam tudo vir pronto por decreto. O que observo é que as empresas mais bem preparadas adotam atitudes práticas:

  • Monitoram diariamente os processos legislativos e julgamentos relevantes
  • Contam com suporte jurídico especializado para dúvidas complexas
  • Projetam os impactos econômicos e operacionais das mudanças tributárias
  • Investem em revisão de procedimentos internos e sistemas fiscais
  • Buscam alternativas para mapear créditos de PIS/Cofins, como mostramos neste artigo específico
Nenhuma lei substitui o planejamento atento e inteligente.

Recomendo que empresários e gestores aproveitem o momento para envolver suas equipes, rever contratos e estudar detalhadamente o histórico de tributação. Se há oportunidades de recuperação de valores, o tempo para agir é agora, pois 2026 pode impor restrições mais rígidas.

Pontos de atenção para evitar autuações futuras

Apesar da segurança dada pelo STF, a Receita Federal exige respeito às formalidades e correta escrituração. Já vi boas oportunidades se perderem por falhas operacionais. Compartilho orientações que aplico no BSP com meus clientes:

  • Documentar corretamente todos os pedidos administrativos ou judiciais relativos à exclusão do ICMS
  • Registrar de forma separada as receitas e valores das notas fiscais
  • Monitorar as atualizações normativas no site da Receita e nos Diários Oficiais
  • Evitar a exclusão do ICMS sem amparo jurídico, para não sofrer glosa de créditos
  • Entender as diferenças regionais no entendimento dos fiscos estaduais

Para mais detalhes sobre os cuidados que minimizam riscos de autuação, recomendo a leitura deste guia completo sobre prevenção fiscal que publicamos recentemente.

Reunião de empresários revisando documentos e dados fiscais em mesa de escritório

Onde estão as oportunidades escondidas?

Com o olhar treinado por anos de análise, percebo que parte dos empresários ainda desconhece benefícios fiscais vinculados à correta apuração do PIS/Cofins e à estruturação societária. Temas como reorganização patrimonial, constituição de holdings ou offshores e estruturação de ativos financeiros também precisam ser revisados à luz das novas normas tributárias.

Para quem atua com startups, setores inovadores e economia digital, há benefícios pouco aproveitados, que selecionei neste artigo sobre incentivos fiscais para startups.

Se a exclusão do ICMS foi um marco, ela também serve de alerta para que outras teses semelhantes sejam estudadas. O segredo está em agir rápido e planejar estrategicamente.

Mais informações e atualização constante

Para aprofundar sua compreensão e se manter atualizado sobre as discussões de direito tributário, acompanhe nossa sessão exclusiva de notícias e análises dedicada ao tema. É lá que compartilho reflexões frescas sobre decisões judiciais, oportunidades e cuidados práticos para as empresas brasileiras.

Se você busca segurança para tomar decisões e deseja estruturar (ou revisar) o planejamento fiscal da sua empresa, posso afirmar sem hesitar: análise especializada e suporte jurídico personalizado fazem toda a diferença.

Conclusão

O cenário tributário brasileiro é desafiador, imprevisível e complexo. A exclusão do ICMS da base do PIS/Cofins, pela relevância e reflexos, comprovou que informação, estratégia e acompanhamento especializado transformam o futuro das empresas.

Com as novas regras previstas para 2026, não basta apenas conhecer a legislação. É fundamental agir, revisar rotinas e olhar adiante. Aqui no escritório Bata Shintate Pieroni Advogados (BSP), sempre busco oferecer orientações para que empresários, gestores e profissionais do ramo tributário estejam um passo à frente.

Preparação, atualização e proatividade definem quem sai na frente.

Se você deseja entender como essas novidades vão impactar seu negócio e identificar oportunidades personalizadas de economia tributária, te convido a conhecer melhor o BSP Advogados e conversar comigo. Sua empresa pode obter grandes vantagens com as decisões certas tomadas no tempo correto.

Perguntas frequentes sobre a exclusão do ICMS do PIS/Cofins

O que muda no cálculo do PIS/Cofins?

A principal mudança é que o ICMS destacado na nota fiscal deixou de integrar a base de cálculo do PIS e da Cofins. Isso reduz o valor final a pagar dessas contribuições, pois o cálculo agora considera somente o valor da venda sem o ICMS.

Como excluir o ICMS da base do PIS/Cofins?

Para excluir corretamente, a empresa precisa registrar, na apuração mensal, o valor do ICMS destacado na nota fiscal e deduzi-lo do total de receitas. Sempre recomendo suporte jurídico na execução desse processo e, em muitos casos, formalizar o direito por meio de ação judicial ou consulta administrativa para evitar questionamentos da Receita Federal.

Vale a pena revisar pagamentos antigos?

Na minha experiência, sim. A revisão dos pagamentos dos últimos cinco anos pode gerar créditos importantes a recuperar. No entanto, a restituição só é possível mediante decisão judicial, e é preciso analisar caso a caso, avaliando o custo-benefício para a empresa e eventuais restrições em função das novas regras previstas para 2026.

Quando a nova regra entra em vigor?

A previsão, segundo as discussões da reforma tributária em andamento, é que as novas regras do sistema federal (CBS em substituição ao PIS/Cofins) passem a valer em 2026. A transição trará alterações tanto no cálculo quanto na base tributável, exigindo revisão dos procedimentos internos das empresas.

Quem tem direito à restituição dos valores?

Empresas que pagaram PIS e Cofins nos últimos cinco anos com o ICMS compondo a base de cálculo, desde que documentem corretamente os valores e, preferencialmente, busquem respaldo judicial para garantir a restituição.

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Bata Simões

Sobre o Autor

Bata Simões

Dr. Bata Simões é Pós-Doutor, doutor e mestre em direito tributário, atuando como referência na área. Fundador do escritório Bata Shintate Pieroni Advogados (BSP), ele possui vasta experiência em consultoria tributária, planejamento patrimonial, recuperação de créditos e estruturação jurídica de empresas e ativos, tanto no Brasil como no exterior. É reconhecido por sua atuação personalizada junto a empresários, gestores e profissionais que buscam eficiência e segurança em questões tributárias.

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